quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eneagrama / Informações Básicas / Os 9 Tipos

 

Eneagrama / Informações Básicas / Os 9 Tipos

Atenção: A seguinte descrição dos Tipos de padrão de comportamento objetiva uma visão geral, sendo insuficiente para uma auto-identificação.

É importante lembrar que não somos um Tipo de padrão de comportamento, mas sim, adotamos um como mecanismo de defesa ou de organização funcional na família e na sociedade.

Na abordagem do Instituto Eneagrama desaconselhamos a tentativa de auto-identificação por meio de questionários ou avaliações. Isto porque compreendemos que sozinho o indivíduo só irá reconhecer aquilo que estiver dentro da ótica de seu próprio Tipo. É necessária a contribuição de um profissional que lhe ajude a ampliar esta visão de si e consequentemente da identificação de seu próprio Tipo.


Tipo 1 - O Perfeccionista

Vício Emocional = Raiva

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo1p.gif

Características Positivas

· Disciplinados

· Objetivos

· Determinados

· Comprometidos

Características Negativas

· Intransigentes

· Rígidos, intolerantes

· Exageradamente exigentes

· Tensos

 

As pessoas que adotaram o Tipo 1 são centradas na ação, têm um senso prático exigente, que dá prioridade às tarefas a serem realizadas. O vício emocional é a Raiva, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude esforçada e auto-imagem virtuosa – Eu estou fazendo a minha parte.

O nome Perfeccionista vem do alto nível de exigência, que as faz serem conhecidas como "cri-cris". Se isso tem que ser feito, não interessa se você gosta ou não, tem que ser feito...

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas duras e intransigentes, apegadas à dicotomia do certo-errado, justo-injusto, adequado-inadequado, acreditando que o esforço as faz merecedoras. Se todos fossem como eu, não teríamos de passar por isso...

Nas empresas, encontramos o Tipo 1 normalmente ligado a uma área em que seu esforço possa ser mensurado. Contabilidade, financeiro, organização e métodos são algumas das áreas comuns. Seu senso prático é muito útil nas situações em que os temas principais são a organização e a realização. Mas em sua compulsão, serão poucos aqueles que se adaptarão ao seu alto nível de exigência. Os detalhes tornam-se desproporcionais. É obvio que isto não está bom; se você se esforçasse mais, entenderia que bom é inimigo de ótimo.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 1 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Raiva) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Serenidade. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio do certo-errado, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 1: Lilian Witte Fibe, Luiz Carlos Prates.


Tipo 2 - O Prestativo

Vício Emocional = Orgulho

 

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo2p.gif

Características Positivas

· Empáticos

· Carismáticos

· Voluntariosos

· Envolventes

Características Negativas

· Inconseqüentes

· Ingênuos

· Teimosos

· Intempestivos

 

As pessoas que adotaram o Tipo 2 são centradas na emoção, têm uma percepção aguda dos outros, tornando-se conquistadoras, que sabem como conseguir o que querem das pessoas. O vício emocional é o Orgulho, que, por ser inconsciente, é justificado com a atitude solícita e a auto-imagem bem-intencionada. Esta emoção sustenta um comportamento baseado na sensação de auto-suficiência e capacidade. Eu posso...

O nome Prestativo se adapta mais ao subtipo preservação; já o Sexual poderia ser chamado de Sedutor, e o Social, de Independente. De qualquer forma, a atitude comum é a de Eu posso, eu sei, eu faço. Hábeis nas relações, costumam ser conhecidos como pessoas queridas.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas centradas nos outros, que se tornam agressivas quando não atendidas. Desenvolvem uma baixa tolerância a qualquer coisa que se traduza em cuidar de si mesmos. Sofrem quando têm de pedir algo ou quando não conseguem estar à altura da imagem idealizada.

Nas empresas, encontramos o Tipo 2 normalmente ligado a uma área em que haja relacionamentos com pessoas. Vendas, RH, secretariado e áreas assistenciais são comuns. Seu alto nível de empolgação e envolvimento com pessoas cria movimento onde havia marasmo, desperta nas pessoas a vontade de se envolver. Mas em sua compulsão, tornam-se manipuladores agressivos, que cobram cada movimento que tenham feito em direção ao outro, podendo mover as pessoas umas contra as outras.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 2 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Orgulho) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Humildade. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio da atenção do outro ou do valor que lhes dão, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 2: Ana Maria Braga, Xuxa, Tarcísio Meira.


Tipo 3 - O Bem-Sucedido

Vício Emocional = Vaidade

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo3p.gif

Características Positivas

· Dedicados

· Eficientes

· Objetivos

· Negociadores

Características Negativas

· Dissimulados

· Calculistas

· Impessoais

· Manipuladores

 

As pessoas que adotaram o Tipo 3 são centradas na ação ou no planejamento, visando reconhecimento.Têm uma visão mercantilista, que os guia na sua perseguição pelo sucesso. O vício emocional é a Vaidade, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude progressista e auto-imagem eficiente.

O nome Bem-Sucedido vem do seu apego à imagem e ao valor que ela traduz; o sucesso é um meio de conquistar valor próprio.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas frias, que disfarçam sua frieza com uma imagem humanista. São aficionadas pelo resultado, estressando todos ao seu redor em nome de uma excelência. Os fins justificam os meios...se os ventos mudaram, ajuste as velas. Andam com um taxímetro nas costas, comprometendo-se com as pessoas na justa medida em que elas se tornam úteis para alcançar as metas.

Nas empresas, encontramos o Tipo 3 normalmente ligado a áreas em que haja possibilidades de crescimento. Vendas, advocacia, administração, autônomos, consultoria e assessorias

são algumas das áreas comuns. Sua capacidade de sintetizar idéias e comunicar-se gera orientação em função das metas. Mas em sua compulsão, tornam-se impessoais, exigindo das pessoas mais do que elas poderiam dar; e descomprometidos, podendo abandonar o barco diante de uma proposta mais atraente.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 3 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Vaidade) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Sinceridade. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio do sucesso, admiração e reconhecimento, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 3: Ana Paula Padrão, Silvio Santos, Fernando Henrique Cardoso.


Tipo 4 - O Romântico

Vício Emocional = Inveja

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo4p.gif

Características Positivas

· Sensíveis

· Criativos

· Detalhistas

· Exigentes

Características Negativas

· Instáveis

· Críticos mordazes

· Queixosos

· Pouco objetivos

 

As pessoas que adotaram o Tipo 4 são pessoas centradas na emoção, são sensíveis ao ambiente e emocionalmente instáveis. A sensível percepção emocional faz delas pessoas que vêem o que a maioria não vê. O vício emocional é a Inveja, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude insatisfeita e auto-imagem de singularidade. Das 9 emoções descritas no eneagrama, a inveja é a mais incompreendida, agravando a dificuldade dos Românticos em se identificarem no eneagrama. O que facilmente reconhecem é a insatisfação.

O nome Romântico vem da comparação de sua vida com uma outra idealizada, em que Aí, sim, as coisas poderiam ser melhores. A crítica e a exigência de originalidade faz delas pessoas conhecidas como autênticas.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas centradas no que falta, indo atrás, no caso do subtipo Preservação; sendo mordazes, no Sexual; ou, ainda, queixosos, no Social. Mas a característica comum é a insatisfação. ...Se pelo menos fosse assim...

Como o foco é para o que falta e a comparação é constante, tornam-se pessoas críticas e muitas vezes irônicas. Há uma sensação básica de que foram "sacaneadas" pelo mundo ou por outras pessoas.

Vale ressaltar que os subtipos do 4 são os que mais apresentam diferenças caracteriais, parecendo Tipos diferentes entre si.

Nas empresas, encontramos o Tipo 4 normalmente ligado a uma área em que a criatividade e a originalidade possam ser expressadas. Estilismo, decoração, psicologia e jornalismo são algumas das áreas comuns. Seu senso crítico apurado e o gosto pelo diferente criam um ambiente humano, onde se deseja estar. Quando sentem liberdade para se expressar, inundam o ambiente com cores. Mas em sua compulsão, tornam-se melancólicos, carregando o ambiente com sua sensação de insatisfação. Bom dia! - Diz João - Só se for para você! - Responde Vera.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 4 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Inveja) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Equanimidade. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio da obtenção do que falta ou no que está fora, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 4: Paulo Coelho, Caetano Veloso, Miguel Falabella, Arnaldo Jabor.


Tipo 5 - O Observador

Vício Emocional = Avareza

 

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo5p.gif

Características Positivas

· Planejadores

· Analíticos

· Ponderados

· Lógicos

Características Negativas

· Apáticos

· Distantes

· Frios

· Calculistas

 

 

As pessoas que adotaram o Tipo 5 são centradas na mente, têm uma curiosidade pelo entendimento, tornando-se planejadores extremamente racionais. O vício emocional é a Avareza, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude pouco expressiva e auto-imagem lógica e prudente.

O nome Observador vem da atitude de não-envolvimento, como se preferisse estar em segundo plano, de onde pode ver melhor sem perder seu senso crítico.

Dos Tipos do Eneagrama são os "mais na deles"; preferem estar consigo mesmos, envolvidos em atividades que só dizem respeito a si próprios.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas frias e calculistas, que crêem na mente como meio de conseguir as coisas, substituindo emoções por pensamentos. Deus colocou a cabeça mais alto que o coração para que a razão pudesse dominar o sentimento.

Preferem o racionalismo ao empirismo, não se permitindo sequer desejar algo que não seja "lógico", ou expressar sentimentos, que, por sua vez, são vistos como inadequados.

Nas empresas, encontramos o Tipo 5 normalmente ligado a uma área do planejamento. Engenharias, pesquisa e informática são algumas das áreas comuns. Sua capacidade de análise faz deles verdadeiros jogadores de xadrez, trazendo ao grupo o valor das metas de longo prazo e do planejamento estratégico. Mas em sua compulsão, tornam-se distantes e inacessíveis; com respostas curtas e diretas afastam as pessoas, mostrando pouco ou nenhum apreço pela presença delas.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 5 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Avareza) e o contato consigo mesmos por meio da virtude do Desapego da mente. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio da racionalização. Aceitam e expressam mais seus sentimentos, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 5: Jorge Bornhausen, Delfin Neto, Antônio Ermínio de Moraes, Lázaro Brandão.


Tipo 6 - O Questionador

Vício Emocional = Medo

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo6p.gif

Características Positivas

· Leais

· Gregários

· Organizados

· Comprometidos

Características Negativas

· Ansiosos

· Preocupados

· Desconfiados

· Legalistas

 

As pessoas que adotaram o Tipo 6 são centradas na ação ou na emoção, visando ao controle. São atentas e desconfiadas, embora não necessariamente expressem isso. Preferem se preparar a atirar-se de improviso. O vício emocional é o Medo, que, por ser inconsciente, é justificado com a auto-imagem de precavido e realista.

O nome Questionador vem da atitude desconfiada e alerta, do tipo Enquanto você está indo, eu já fui e estou voltando... No subtipo sexual encontramos a forma contrafóbica do medo, que é reconhecida com atitudes opostas ao medo, do tipo O que você está olhando ai? Vai encarar?

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas ansiosas, que sempre têm um pé atrás, que preferem o conhecido e querem se preparar para o desconhecido. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Ou, ainda, Melhor prevenir do que remediar.

No caso dos contrafóbicos, a expressão é sempre oposta, de não se submeter ao mando de outro ou pelo menos questionar agressivamente as intenções do outro. A melhor defesa é o ataque. Enquanto você está indo, eu já estou voltando. Esta é uma atitude que encobre uma desconfiança sobre as reais intenções dos outros e uma pré-disposição a interpretar os outros como ameaça.

Nas empresas, encontramos o Tipo 6 normalmente ligado às gerências de pessoas e procedimentos. Produção, financeiro e RH são algumas das áreas comuns. Sua capacidade de perceber riscos faz deles hábeis críticos de processos, trazendo um leque de possibilidades de falhas. Além disso, são gerentes gregários, que facilmente conseguem trazer o espírito de equipe, no qual vale o Um por todos e todos por um. A lealdade é uma marca registrada deste padrão de comportamento. Mas na compulsão, tornam-se rígidos cobradores de normas e procedimentos, como maneira de garantir o controle.

Os contrafóbicos são encontrados em lideranças, assumindo riscos como colaboradores ou empresários.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 6 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Medo) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Coragem e da confiança em si mesmos. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio da regra ou do que é mais lógico ou seguro. Aceitam e expressam mais suas emoções, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 6: Lula, Luiz Felipe Scolari.


Tipo 7 - O Sonhador

Vício Emocional = Gula

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo7p.gif

Características Positivas

· Criativos

· Bem-Humorados

· Improvisadores

· Otimistas

Características Negativas

· Dificuldades com regras

· Anti-rotina

· Argumentadores compulsivos

· Pouco sensíveis aos valores dos outros

 

As pessoas que adotaram o Tipo 7 são centradas na mente; têm uma agilidade mental para lidar com várias coisas ao mesmo tempo, dando prioridade ao prazer. O vício emocional é a Gula, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude entusiasta e auto-imagem de hábil improvisador. Faço do limão uma limonada.

O nome Sonhador vem da grande quantidade de idéias e planos, beirando o impossível.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas superficiais, que se sobrecarregam com atividades como meio de fugir das dificuldades emocionais. O otimismo exagerado também revela pessoas que evitam o desprazer, olhando para o mundo com óculos cor-de-rosa.

Nas empresas, encontramos o Tipo 7 normalmente ligado a uma área em que não haja rotina e a criatividade seja necessária. Marketing, vendas, planejamento e negociação são algumas das áreas comuns. Seu otimismo e criatividade são muito úteis nas situações em que o tema principal é a busca de novas soluções. Mas em sua compulsão, são indisciplinados e irresponsáveis, fugindo da rotina por meio de argumentos manipuladores. Chocam-se com aqueles que são mais rígidos e querem seguir os passos previstos.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 7 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Gula) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Sobriedade. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio do prazer imediato, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 7: Jô Soares, Tom Cavalcante, Didi, Regina Casé.


Tipo 8 - O Confrontador

Vício Emocional = Luxúria

 

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo8p.gif

Características Positivas

· Assertivos

· Objetivos

· Realizadores

· Eficazes

Características Negativas

· Insensíveis

· Autoritários

· Intimidadores

· Agressivos

 

As pessoas que adotaram o Tipo 8 são centradas na ação, têm uma facilidade em mandar e liderar, dando prioridade à realização. O vício emocional é a Luxúria, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude dominadora e auto-imagem realizadora. Tudo ao seu redor tem de ser intenso e desafiador, numa atitude de Dar um boi para não entrar e uma boiada para não sair.

O nome Confrontador vem da facilidade com que se posicionam a respeito do que querem, expressando-se de forma direta e objetiva, intimidando com sua aparente segurança.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas insensíveis, apegadas à força e ao poder. Dominadores agressivos, tornam-se conhecidos como verdadeiros rolos-compressores. Facilmente tendem ao exagero, desconsiderando o que os outros pensam e sentem.

Nas empresas, encontramos o Tipo 8 normalmente ligado a liderança. Este é o perfil típico do empresário megalômano, que cresce rapidamente. Seu feeling para os negócios e sua autoconfiança fazem deles pessoas que inspiram crescimento e superação. Por meio de atitudes diretas e eficazes, transformam as organizações rapidamente. Mas em sua compulsão, assumem a centralização do poder. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Ou, ainda, Será do meu jeito ou de jeito nenhum.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 8 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Luxúria) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Inocência. Esta ferramenta os auxilia a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais por meio do poder e da dominância, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 8: Antônio Carlos Magalhães, Eurico Miranda, Fidel Castro.


Tipo 9 - O Preservacionista

Vício Emocional = Indolência

 

Descrição: http://www.eneagrama.com.br/hp/arquivos/are156/tipo9p.gif

Características Positivas

· Calmos

· Mediadores

· Flexíveis

· Carismáticos

Características Negativas

· Indecisos

· Apáticos

· Procrastinadores

· Dependentes

 

As pessoas que adotaram o Tipo 9 são centradas na emoção ou na mente, têm uma atitude mediadora, dando prioridade ao bem comum. O vício emocional é a Indolência, que, por ser inconsciente, é justificada com a atitude tranqüila e auto-imagem conciliadora, Se cada um ceder um pouco, todos ficarão bem.

O nome Preservacionista vem da busca de preservar o status quo, evitando conflito em prol da paz e da tranqüilidade.

A principal conseqüência negativa desta forma de se organizar reside na dificuldade em reconhecer suas reais necessidades. Tal afastamento de si revela pessoas apáticas, que desenvolveram um estado de anestesia para não sofrerem atritos com a realidade. Uma atitude de hiper-flexibilidade os deixa amorfos, adequando-os facilmente ao ambiente.

São pessoas que expressam serenidade e calma, mesmo não sendo estes seus sentimentos reais. A apatia emocional os deixa indecisos, a ponto de serem conhecidos como "tanto faz".

Nas empresas, encontramos o Tipo 9 nas mais variadas áreas. Sua facilidade em se adaptar permite manterem-se em atividade por longos prazos, resistindo inicialmente a mudanças, mas adaptando-se no decorrer do tempo. Administrativo, secretariado, atendimento ao público e auxiliares são algumas das áreas comuns. Sua habilidade mediadora é muito útil nas situações em que é necessário desenvolver tarefas de longo prazo. Mas em sua compulsão, acabam cedendo para evitar o conflito. Tornam-se indecisos e procrastinadores, preferindo a realização de tarefas ao envolvimento ativo na busca de soluções – Vou me fingir de morto para sobreviver.

Para maior equilíbrio:

Quando os Tipo 9 reconhecem seu padrão de comportamento como sendo uma maneira de se organizar e não o que realmente são, estão abertos a desenvolver a neutralização do vício emocional (Indolência) e o contato consigo mesmos por meio da virtude da Ação Correta. Esta ferramenta os auxiliam a reconhecer o que querem a partir de si mesmos, não mais na atitude adaptativa ao meio em que estão inseridos, permitindo uma integração maior de seus sentimentos, pensamentos e ações.

Exemplos de Tipo 9: Dorival Caymmi, Tom Jobim, Martinho da Vila.

 

 

O conteúdo dos artigos reproduzidos neste boletim  são de inteira responsabilidade de seus autores, não  traduzindo, por isso mesmo, a opinião legal do GRUPO RH MANAUS.

 

Artigo  pesquisado  por:

 

Marcos Gonzalez

Administrador e Moderador.

http://br.linkedin.com/pub/marcos-gonzalez/11/547/a3

GRUPO RH MANAUS  - Vamos Construir uma Manaus mais Inteligente.

E-Mail: rh-manaus@googlegroups.com

segunda-feira, 27 de junho de 2011

gafes corporativas




Date: Mon, 27 Jun 2011 10:08:53 -0400
Subject: {RH MANAUS} Artigo
From: nubia.santos@ig.com.br
To: rh-manaus@googlegroups.com

Gafes Corporativas

Postado em 15 de fevereiro de 2010 · por Profª. Rita Alonso (Etica), (Rel. Interpessoal), Comportamento ·  
gafes-corporativasSob as lâmpadas fluorescentes nas empresas, alguns vícios continuam iguais ano após ano. E, depois de dez horas diárias durante cinco dias da semana, eles incomodam bastante quem tem de conviver com eles. Fizemos uma listinha para ajudá-lo a lidar com cacoetes comuns nos escritóriosPAPO DE VESTIÁRIO
Banheiro ou chuveiro da academia da firma não são os melhores lugares para abordar o chefe para falar de trabalho. Mas aparentemente algumas pessoas, digamos 40% da população corporativa, não se deram conta disso. Essa parcela continua chamando o chefe para contar que já mandou um e-mail para o cliente, mesmo que ele esteja no privativo. Ou vai conversando sobre aquela reunião enquanto toma banho na academia.
COMO LIDAR
Se acontecer de alguém chamá-lo para um papo no meio da escovação de dentes pós-almoço, não pense duas vezes antes de dizer, gentilmente, que prefere conversar dentro de dez minutos, em sua mesa, com mais privacidade e conforto. E com um hálito mais agradável, certamente.
ADEUS, LANCHINHO
Você esqueceu seu pacote de biscoitos em cima da mesa e, no dia seguinte, não restava mais nada? Ou abriram sua gaveta ao cair da noite e devoraram seus bombons sem dó? Quando a fome aperta no escritório, é comum colegas comerem o lanchinho alheio. Principalmente quando o expediente vai até mais tarde.
COMO LIDAR
Ao notar o sumiço, o melhor é mandar uma indireta. "Fale assim: 'Estou com fome e meu pacote de biscoitos sumiu. Quem vai me dar outro?'", brinca a consultora de etiqueta corporativa Renata Mello. "É melhor generalizar e fazer uma brincadeirinha com todos do que buscar claramente os acusados, o que seria muito constrangedor." Se não der certo, comece a levar maçãs ou balas de gengibre.
E-MAIL AO LÉU
Uma das principais maldades corporativas é fazer um e-mail apontando um erro do seu colega com cópia para o chefe dele. Ou para o chefe comum. Você já fez isso? Ok, já foi. Reconheça o erro e ajoelhe no milho, mas não repita.
COMO LIDAR
Quem não está contente com as atitudes dos colegas deve ter uma conversa em particular, direta e gentil. Se você foi a vítima, faça o mesmo e explique que você poderia ter resolvido a situação.
VICIADOS EM REUNIÕES
Ficou tão banal fazer reuniões que já é normal as pessoas aceitarem os convites online sem pestanejar. E é mais comum ainda que o seu chefe se lembre, de última hora, que não poderá ir e mande você no lugar dele, mesmo que você não tenha nenhuma noção do assunto ou do que vai dizer.
COMO LIDAR
Informe-se sobre a pauta e veja se realmente faz sentido participar, já que muita gente convida uma lista imensa sem saber que contribuição dará. Se for o caso, argumente com quem o chamou. Se houve reincidência, converse e sugira melhor aproveitamento do tempo. Estima-se que as empresas desperdicem 500 reais por ano, a cada 100 funcionários, com reuniões improdutivas. Se nada der jeito, sempre tem o batalha naval.
AH!, OS ESPAÇOSOS
Tem gente que vai deixando suas coisas espalhadas por onde passa e, quando você vê, tem uma cesta de Natal largada no corredor – em plena Páscoa! E há quem se apodere do armário coletivo para colocar tudo o que é seu, sem o mínimo espírito de coletividade.
COMO LIDAR
Nesse caso, converse com a equipe, de uma maneira geral, para combinar uma forma de dividir o armário de um jeito racional, para que todos tenham seu espaço. Ou proponha um mutirão de limpeza. Quanto aos objetos largados pelos corredores, explique que aquilo pode atrapalhar a imagem de quem o fez, pois "dá a impressão" que essa pessoa não respeita o espaço dos colegas. Sem citar a possibilidade de causar um acidente, caso alguém tropece e caia.
INSÔNIA PRODUTIVA
Sabe aqueles chefes ou colegas que sofrem de insônia e aproveitam a noite para mandar e-mails? "Essa atitude mostra que a pessoa quer se exibir como bom profissional, pois trabalha até tarde, e que é um workaholic convicto. Nenhum dos dois é bem-visto nas empresas modernas", diz a consultora de etiqueta Renata Mello.
COMO LIDAR
Se você cumpriu suas tarefas, não há motivo para se sentir mal se o colega trabalhou até de madrugada, e você não. Responda o que for necessário, normalmente, e pergunte se pode ajudá-lo a resolver algum problema que se estendeu até tarde, se for o caso.
BRONCA EM PÚBLICO
Criticar duramente ou dar um pito em alguém na frente de todo mundo é coisa do tempo da máquina de escrever. Já saiu de moda faz muitos anos, mas tem gente que insiste em ser démodé. Falha grave.
COMO LIDAR
Espere o autor da bronca se acalmar e chame-o de lado para dizer que não gostou do ocorrido, que se sentiu ofendido e que ficaria muito feliz se isso nunca mais se repetisse.
 
 
Maria Núbia Castro
Administardora e Moderadora
(92) 9179-7751
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sábado, 25 de junho de 2011

últimas do STJ

*RCL. CRIME. FALSA IDENTIDADE. *

A reclamação tem por base a Res. n. 12/2009-STJ, visto que a turma recursal
dos juizados especiais estaduais em questão teria proferido acórdão que
diverge da jurisprudência do STJ. Houve a concessão de liminar para
determinar a suspensão dos processos em trâmite nos juizados especiais que
tratem de tema semelhante ao da reclamação. O reclamante foi condenado por
ter declarado, diante da autoridade policial, nome diverso do seu com o fim
de ocultar sua vida pregressa (art. 307 do CP). Contudo, prevalece no STJ o
entendimento de que, em regra, essa conduta é atípica, pois geralmente não
se subsume ao tipo constante do referido artigo, visto que se está buscando
não uma vantagem ilícita, mas sim o exercício de possível direito
constitucional – a autodefesa. Anote-se, todavia, que essa averiguação
faz-se caso a caso. Quanto ao tema, a Min. Maria Thereza de Assis Moura
trouxe ao conhecimento da Seção recente julgado do STF nesse mesmo sentido.
Assim, a Seção julgou procedente a reclamação para reformar a decisão da
turma recursal dos juizados especiais estaduais e absolver o reclamante por
atipicidade, ratificando a liminar concedida apenas quanto a ele,
revogando-a no que diz respeito aos demais processos, que deverão ser
analisados um a um pelos respectivos órgãos julgadores, mas com a
observância do entendimento reiterado pelo STJ. Por último, cogitou-se sobre
a remessa do julgamento à Corte Especial em razão da cláusula de reserva de
plenário, diante da aventada inconstitucionalidade parcial do referido
artigo do CP, o que foi descartado. Precedentes citados do STF: HC
103.314-MS, DJe 7/6/2011; do STJ: HC 171.389-ES, DJe 17/5/2011; HC
99.179-SP, DJe 13/12/2010; HC 46.747-MS, DJ 20/2/2006; HC 21.202-SP, DJ
13/3/2006; HC 153.264-SP, DJe 6/9/2010; HC 145.261-MG, DJe 28/2/2011, e REsp
432.029-MG, DJ 16/11/2004. *Rcl
4.526-DF<http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=Rcl%204526>,
Rel. Min. Gilson Dipp, julgada em 8/6/2011.*


*PAD. DEMISSÃO. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA. *

Foi imposta à impetrante a pena de demissão pela prática de advocacia
administrativa enquanto exercia a chefia do setor de RH de órgão público. A
conduta apenada consistia no uso de procuração firmada por uma aposentada
para proceder a seu recadastramento anual na repartição que a impetrante
administrava, visto que é vedado ao servidor atuar como procurador ou
intermediário em repartições públicas, salvo se diante de benefício
previdenciário ou assistencial de parente até o segundo grau, cônjuge ou
companheiro (art. 117, XI, da Lei n. 8.112/1990). Apurou-se, também, que,
sem o abrigo da procuração, por vezes considerou como verdadeiras as
assinaturas da aposentada apostas em seu recadastramento, rubrica que não
condizia com a original constante de seus assentos funcionais. Diante disso,
a Seção entendeu que a demissão impingida caracteriza ofensa ao princípio da
proporcionalidade e ao que dispõe o art. 128 da referida lei. Pesam os fatos
de que não há gravidade na atuação da impetrante; ela não se valeu do cargo
em proveito próprio ou de outrem; nem sequer existe lesão aos cofres
públicos; agiu para manter benefícios que eram efetivamente devidos à
aposentada; não houve intermediação ilícita que envolva outros agentes da
Administração; não foi imputada qualquer outra infração disciplinar à
impetrante e ela não ostenta maus antecedentes funcionais. Dessarte, a
segurança foi concedida para anular a portaria que a demitiu e determinar
sua reintegração com todos os direitos do cargo, sem prejuízo a que se lhe
aplique outra penalidade menos gravosa. Anote-se, por fim, ser possível ao
Judiciário examinar a motivação do ato que impõe pena disciplinar ao
servidor, isso com o desiderato de averiguar se existem provas suficientes
da prática da infração ou mesmo se ocorre flagrante ofensa ao princípio da
proporcionalidade, tal como ocorreu na hipótese. Precedentes citados: MS
12.429-DF, DJ 29/6/2007, e MS 13.091-DF, DJe 7/3/2008. *MS
14.993-DF<http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&valor=MS%2014993>,
Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 8/6/2011.*

quarta-feira, 22 de junho de 2011

“Mau procedimento” em redes sociais pode justificar demissões, diz advogada


 
"Mau procedimento" em redes sociais pode justificar demissões, diz advogada


O Blog do Trabalho entrevistou a advogada trabalhista Alessandra Iara da Cunha sobre as relações entre funcionários e empresas no âmbito das redes sociais da Internet. Para ela, uma ofensa ou comentário inadequado em serviços como o Twitter, Orkut e Facebook podem significar uma demissão. "Quando o empregado fala mal da empresa ou de outros funcionários, está denegrindo a imagem da companhia e pode ser punido por esta atitude. Se falar mal de seu superior hierárquico pode configurar insudordinação", disse ela. Leia abaixo a entrevista completa feita pela repórter Lyvia Justino para este Blog.

Blog do Trabalho – Um comentário indevido nas redes sociais pode levar à demissão do trabalhador, mesmo sendo um perfil pessoal?

Dra. Alessandra – Depende do comentário. Se houver ofensas ou comentários inadequados sobre a empresa ou mesmo sobre colegas de trabalho, o empregador pode intervir. Em que pese ser um perfil pessoal, o empregado não tem o direito de ofender, humilhar ou dirigir-se de modo inadequado a quem quer que seja. Devemos lembrar que as mídias sociais estão em um ambiente público – Internet – em que as ideias e informações são vistas por um número indefinido de pessoas e também possuem repercussão. Quando o empregado fala mal da empresa ou de outros funcionários, está denegrindo a imagem da companhia e pode ser punido por esta atitude. Se falar mal de seu superior hierárquico pode configurar insudordinação.

Blog – Sendo as mídias sociais de uso pessoal, as empresas têm o direito de monitorar e até mesmo demitir o funcionário pelo que ali é dito?

Dra. Alessandra – Sim, pois conforme já exposto, as mídias sociais se encontram em ambiente público, visualizado por um número indefinido de usuários e causam repercussão na vida das pessoas, tanto aquelas que postam os comentários como aquelas que deles são alvos ou estão envolvidas por via reflexa, como pode ser o caso do empregador. O empregado também representa a sua empresa e, dependendo da situação, poderá denegrir ou causar danos à imagem do empregador. É possível até uma demissão por justa causa. Já houve caso em que a empregada foi demitida por utilizar palavras de baixo calão em uma mídia social, de modo a denegrir uma colega de trabalho. O mau uso das mídias sociais pode comprometer o emprego atual e mesmo uma futura contratação, pois muitas empresas checam os perfis dos candidatos na Internet.

Blog – A nossa legislação já prevê alguma coisa relacionada a isso?

Dra. Alessandra – A nossa CLT é de 1943 e, àquela época, ainda não havia o fenômeno da Internet e o amplo acesso às redes sociais. De todo modo, não havendo uma norma específica, aplica-se a figura do "mau procedimento" indicada na alínea "b" do artigo 482 da CLT, caso o ato seja tão grave a ponto de romper a confiança e implicar em uma demissão por justa causa. Também pode ser enquadrado o ato em "insubordinação", caso a ofensa/comentário sejam dirigidos ao superior hierárquico.

Blog – Como lidar, legalmente, com a utilização dessas ferramentas dentro da empresa?

Dra. Alessandra – A política da empresa deve ser o mais clara possível, para evitar futuras justificativas de desconhecimento por parte do empregado. As empresas podem proibir o acesso às mídias sociais durante o expediente, eis que o tempo que o empregado está na empresa deve ser dedicado ao trabalho. Além disso, tanto empregado como empregador devem usar o bom senso.

Blog – O funcionário que se sentir "vigiado" com o monitoramento da empresa pode pedir uma indenização na justiça, por exemplo? Isso seria uma "invasão de privacidade"?

Dra. Alessandra – Exatamente por ser divulgado em um ambiente público (Internet), fica difícil o empregado alegar que seus comentários nas mídias sociais estão sendo vigiados pelo empregador e, pelo mesmo motivo, não seria invasão de privacidade. A partir do momento em que o empregado decide publicar um comentário, deve ter em mente que esta informação será de conhecimento de várias pessoas, inclusive do empregador, que poderá tomar providências, se for o caso. Podemos citar como exemplo um empregado que apresenta atestado médico à empresa e nos dias de afastamento publica fotos de uma viagem com amigos. Invasão de privacidade seria monitorar endereço de e-mails pessoais, que não sejam corporativos/institucionais (@nome da empresa). Já houve caso, também, em que um empregado foi condenado a indenizar a empresa por danos morais, por ter aberto uma comunidade na Internet onde falava mal da empresa e denegria sua imagem.Os juízes e os advogados também têm aceitado provas constantes nas mídias sociais, como no caso de amizade da parte com a testemunha, impedindo seu depoimento no processo.

O Blog do Trabalho entrevistou a advogada trabalhista Alessandra Iara da Cunha sobre as relações entre funcionários e empresas no âmbito das redes sociais da Internet. Para ela, uma ofensa ou comentário inadequado em serviços como o Twitter, Orkut e Facebook pode significar uma demissão. "Quando o empregado fala mal da empresa ou de outros funcionários, está denegrindo a imagem da companhia e pode ser punido por esta atitude. Se falar mal de seu superior hierárquico pode configurar insudordinação", disse ela. Leia abaixo a entrevista completa feita pela repórter Lyvia Justino para este Blog.

Blog do Trabalho – Um comentário indevido nas redes sociais pode levar à demissão do trabalhador, mesmo sendo um perfil pessoal?

Dra. Alessandra – Depende do comentário. Se houver ofensas ou comentários inadequados sobre a empresa ou mesmo sobre colegas de trabalho, o empregador pode intervir. Em que pese ser um perfil pessoal, o empregado não tem o direito de ofender, humilhar ou dirigir-se de modo inadequado a quem quer que seja. Devemos lembrar que as mídias sociais estão em um ambiente público – Internet – em que as ideias e informações são vistas por um número indefinido de pessoas e também possuem repercussão. Quando o empregado fala mal da empresa ou de outros funcionários, está denegrindo a imagem da companhia e pode ser punido por esta atitude. Se falar mal de seu superior hierárquico pode configurar insudordinação.

Blog – Sendo as mídias sociais de uso pessoal, as empresas têm o direito de monitorar e até mesmo demitir o funcionário pelo que ali é dito?

Dra. Alessandra – Sim, pois conforme já exposto, as mídias sociais se encontram em ambiente público, visualizado por um número indefinido de usuários e causam repercussão na vida das pessoas, tanto aquelas que postam os comentários como aquelas que deles são alvos ou estão envolvidas por via reflexa, como pode ser o caso do empregador. O empregado também representa a sua empresa e, dependendo da situação, poderá denegrir ou causar danos à imagem do empregador. É possível até uma demissão por justa causa. Já houve caso em que a empregada foi demitida por utilizar palavras de baixo calão em uma mídia social, de modo a denegrir uma colega de trabalho. O mau uso das mídias sociais pode comprometer o emprego atual e mesmo uma futura contratação, pois muitas empresas checam os perfis dos candidatos na Internet.

Blog – A nossa legislação já prevê alguma coisa relacionada a isso?

Dra. Alessandra – A nossa CLT é de 1943 e, àquela época, ainda não havia o fenômeno da Internet e o amplo acesso às redes sociais. De todo modo, não havendo uma norma específica, aplica-se a figura do "mau procedimento" indicada na alínea "b" do artigo 482 da CLT, caso o ato seja tão grave a ponto de romper a confiança e implicar em uma demissão por justa causa. Também pode ser enquadrado o ato em "insubordinação", caso a ofensa/comentário sejam dirigidos ao superior hierárquico.

Blog – Como lidar, legalmente, com a utilização dessas ferramentas dentro da empresa?

Dra. Alessandra – A política da empresa deve ser o mais clara possível, para evitar futuras justificativas de desconhecimento por parte do empregado. As empresas podem proibir o acesso às mídias sociais durante o expediente, eis que o tempo que o empregado está na empresa deve ser dedicado ao trabalho. Além disso, tanto empregado como empregador devem usar o bom senso.

Blog – O funcionário que se sentir "vigiado" com o monitoramento da empresa pode pedir uma indenização na justiça, por exemplo? Isso seria uma "invasão de privacidade"?

Dra. Alessandra – Exatamente por ser divulgado em um ambiente público (Internet), fica difícil o empregado alegar que seus comentários nas mídias sociais estão sendo vigiados pelo empregador e, pelo mesmo motivo, não seria invasão de privacidade. A partir do momento em que o empregado decide publicar um comentário, deve ter em mente que esta informação será de conhecimento de várias pessoas, inclusive do empregador, que poderá tomar providências, se for o caso. Podemos citar como exemplo um empregado que apresenta atestado médico à empresa e nos dias de afastamento publica fotos de uma viagem com amigos. Invasão de privacidade seria monitorar endereço de e-mails pessoais, que não sejam corporativos/institucionais (@nome da empresa). Já houve caso, também, em que um empregado foi condenado a indenizar a empresa por danos morais, por ter aberto uma comunidade na Internet onde falava mal da empresa e denegria sua imagem.Os juízes e os advogados também têm aceitado provas constantes nas mídias sociais, como no caso de amizade da parte com a testemunha, impedindo seu depoimento no processo.

Fonte: http://www.atituderh.com/noticia.aspx?Codigo=9084


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